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A minha família é o meu grande suporte

Publicado o 14 Novembro 2016

Assumiu recentemente a presidência do grupo Garland, empresa de transportes, logística e navegação que está a comemorar 240 anos de actividade.
Peter Dawson, 67 anos, é um homem do mundo, apaixonado pela vida e vê na família o seu maior suporte. Adepto fervoroso de futebol e do desporto de uma forma geral, sublinha a importância diária do sorriso e do bom humor. Acredita que, genericamente, todas as pessoas à sua volta e com quem se cruza o marcam de alguma forma.

Nasce em Lisboa, mais propriamente em Monsanto, em 1949. No entanto, é em Inglaterra que Peter Dawson passa grande parte da infância e adolescência. “Fui para Inglaterra estudar no colégio interno aos oito anos, tendo aí permanecido até aos 18”, recorda. Nessa altura viaja para Ontário, Canadá, onde tira o curso de Gestão e Economia. Portugal volta a estar no seu horizonte quatro anos depois, quando inicia o percurso profissional na Garland.

Porém, até chegar às atuais funções, torna-se conhecedor do negócio da família de uma ponta à outra. “Apesar de sermos uma empresa familiar, só faz parte da estrutura acionista quem quer efetivamente aqui trabalhar e, de início, ninguém abraça um cargo de administração sem antes experimentar outras função e, assim, perceber o negócio no seu todo”, explica.

Não é por isso de estranhar que, o início do seu percurso na Garland seja marcado por algumas experiências internacionais. Passa por Roterdão, na Holanda, na área de navegação, e por Londres, onde absorve tudo sobre o mundo transitário. Permanece em Portugal entre 1973 e 1982, época de grandes transformações no país, e ruma no final desse período para Inglaterra com a mulher, Valerie Braddell. Em 1984 constitui a PSL Freight, juntamente com dois sócios, empresa que se torna parceira da Garland, em Inglaterra, para a área transitaria. Durante esta altura, torna-se ainda chairman da Câmara de Comércio Luso-Britânica.

O período vivido em Inglaterra “serviu para valorizar a minha experiência nos negócios”, diz. Acredita que regressou à Garland “mais rico de conhecimento para poder acrescentar valor ao percurso sustentado de crescimento que a empresa tem mantido”. O regresso a Portugal acontece em 2002. Juntamente com a mulher e os dois filhos (um rapaz e uma rapariga) decide fixar-se em Sintra, onde ainda permanece.

Fortemente ligado à família, não dispensa a sua companhia nos vários passatempos que pratica. Além das três maratonas de Londres, golfe, ténis, pesca e as viagens fazem parte das atividades de eleição. “Gosto muito de pescar com o meu filho, pendurado nas rochas e de nadar”, conta. Assumindo a família como o grande suporte, não esconde o orgulho de partilhar que a sua mulher e companheira de tantas viagens é atriz, cujo trabalho pode ser seguido na série “Miúdo Graúdo”, em exibição na RTP I. O filho terminou a escola e a filha está a estudar em Nova Deli.

Aos passatempos enumerados soma a jardinagem e a leitura sobre História, principalmente de Portugal. Além disso, “como grande parte dos homens”, confessa-se um “fervoroso adepto de futebol” e não esconde o fanatismo pelo Benfica e pelo Leicester City.

Por isso, a 6 de Dezembro, estará a assistir ao Benfica — Nápoles, em Lisboa, e no dia seguinte, ao Porto — Leicester, no Dragão. “Fazer desporto e comer bem são essenciais para desempenhar bem o meu trabalho, para entrar no escritório com o cérebro limpo, as baterias carregadas, pronto para enfrentar os desafios que me são colocados”, diz.

Com 43 anos neste negócio, considera que a aprendizagem é diária e é isso o que o mais o fascina. “O ramo de transporte e logística está em constante evolução: Hoje tem como maior preocupação as pessoas que trabalham na empresa e os fornecedores. “Acredito que colaboradores felizes e fornecedores satisfeitos contribuem, determinantemente, para oferecermos um serviço de grande qualidade e à medida das necessidades dos nossos clientes”. Neste sentido, o seu objetivo é “cooperar e contribuir” com a sua experiência, para continuar a liderar uma empresa de sucesso, apta para enfrentar os desafios que o futuro coloca.

Peter Dawson vai buscar a inspiração e motivação à própria fé. “Sou católico e espero, com a minha fé, conseguir motivar a minha vida e trabalho, resolvendo os problemas com que me defronto”.

Com uma “vida cheia e diversificada”, encara a cada momento a sorrir, com honestidade e abertura. “Gastamos mais de dois terços da nossa vida a trabalhar, por isso, é para mim essencial gostar do que fazemos, enfrentar cada dia a sorrir e com bom humor”, aponta.

Enquanto homem e gestor mostra-se preocupado com a falta de honestidade e de paz no mundo. Considerando a importância da família, amigos e colaboradores, não é de estranhar que um dos seus maiores medos seja o de lhes acontecer algo de mal.

Quanto aos próximos anos, espera continuar a ajudar as pessoas à sua volta, apoiar os que precisam naquilo que está ao seu alcance e tentar ser uma porta aberta para partilhar a sua experiência. Como afirma, “se as pessoas que me rodeiam estão bem com a vida e felizes, eu também estou”.